sexta-feira, 6 de abril de 2012

Pensamentos e Pensadores: Sidarta Gautama (em sânscrito सिद्धार्थ गौतम

Pensamentos e Pensadores: Sidarta Gautama (em sânscrito सिद्धार्थ गौतम: Sidarta Gautama (em sânscrito सिद्धार्थ गौतम, transl. Siddhārtha Gautama, em páli Siddhāttha Gotama), popularmente dito e escrito simples...

Sidarta Gautama (em sânscrito सिद्धार्थ गौतम


Sidarta Gautama (em sânscrito सिद्धार्थ गौतम, transl. Siddhārtha Gautama, em páli Siddhāttha Gotama), popularmente dito e escrito simplesmente Buda, foi um príncipe da região nordeste da Ásia Meridional que tornou-se professor espiritual e fundou o budismo. Na maioria das tradições budistas, ele é considerado como o "Supremo Buda" (Sammāsambuddha) de nossa era, Buda significando "o desperto". A época de seu nascimento e de sua morte são incertos: a maioria dos primeiros historiadores do século XX datava seu tempo de vida como sendo de por volta de 563 a.C. a 483 a.C.; mais recentemente, contudo, num simpósio especializado nesta questão, a maioria dos estudiosos apresentaram opiniões definitivas de datas dentro do intervalo de 20 anos antes ou depois de 400 a.C. para a morte do Buda, com outros apoiando datas mais tardias ou mais recentes.
Gautama, também conhecido como Śākyamuni ou Shakyamuni ("sábio dos Shakyas"), é a figura chave do budismo: os budistas creem que os acontecimentos de sua vida, bem como seus discursos, e aconselhamentos monásticos foram preservados depois de sua morte e repassados para outros povos pelos seus seguidores. Uma variedade de ensinamentos atribuídos a Gautama foram repassados através da tradição oral e, então, escritos cerca de 400 anos depois. Os primeiros estudiosos ocidentais tendiam a aceitar a biografia do Buda apresentada pelas escrituras budistas como verdadeira, mas, hoje em dia, "os acadêmicos são cada vez mais relutantes em clamar como aptos os fatos históricos dos ensinamentos e da vida do Buda."

Biografias tradicionais
As fontes primárias de informações sobre a vida de Siddhartha Gautama são os textos budistas. Estes são compostos por uma grande variação de biografias tradicionais, a qual estão incluidos, o Buddhacarita, Lalitavistara Sūtra, Mahāvastu, e o Nidānakathā..Destes o Buddhacarita é a biografia completa mais antiga, um poema épico escrito pelo poeta Aśvaghoṣa, e que data por volta do começo do séc II a.C..O Lalitavistara Sūtra é a segunda biografia mais antiga, e a biografia Mahāyāna/Sarvāstivāda data do séc III d.C..O Mahāvastu extraído do Mahāsāṃghika Lokottaravāda é outra grande fonte de biografia, composto e incrementado desde o séc IV a.C...Por último, o Nidānakathā da escola Teravada do Sri Lanka, composto no séc V a.C por Buddhaghoṣa..
Das fontes canônicas, o Jātaka, Mahāpadāna Sutta, e o Acchariyaabbhuta Sutta  incluem registros seletivos que apesar de serem antigos, não são biografias completas. Os contos de Jātaka, registra as vidas prévias de Gautama como um bodhisattva, e a primeira dessas coleções podem ser datadas junto com os textos mais antigos do budismo.O Mahāpadāna Sutta e o Acchariyaabbhuta Sutta contam eventos miraculosos que ocorreram durante o nascimento de Gautama, como a descida do bodhisattva de Tuṣita dos céus para o útero de sua mãe. Os antigos indianos geralmente não se preocupavam com cronologias, se focando mais nos aspectos filósoficos. Os textos budistas refletem esta tendência, oferecendo uma concepção mais clara sobre o que Gautama poderia ter ensinado do quê as datas dos eventos em sua vida. Estes textos contém descrições da cultura e do modo de vida da Índia Antiga, corroborados pelas escrituras Jainistas e fazendo do tempo de Buda o período mais antigo na Índia Antiga do qual significantes registros existiram.

Nascimento de Buda em Lumbini, retratada na parede de um templo no Laos
Siddhartha nasceu em Lumbini e foi criado no pequeno reino ou principado de Kapilavastu, sendo que ambos estão no atual Nepal. Na época do nascimento de Buda, a área estava na fronteira ou além da civilização védica, a cultura dominante no norte da Índia naquele tempo. É mesmo possível que a sua língua materna não fosse uma língua indo-ariana. Os textos antigos sugerem que Gautama não estava familiarizado com os ensinamentos religiosos dominantes do seu tempo até que partisse em sua busca religiosa, que foi motivada por uma preocupação existencial com a condição humana. Naquele tempo, uma multidão de pequenas cidades-estado existiam na Índia Antiga, chamadas Janapadas. Repúblicas e chefias com poder político difuso e limitado estratificação social não eram raros e eram chamados de gana-sangas.A comunidade de Buda não parece ter tido um sistema de castas. Não era uma monarquia e parece ter sido estruturado ou como uma oligarquia ou como uma forma de república.A forma mais igualitária de governo das gana-sangas, como uma alternativa política aos reinos fortemente hierarquizados, pode ter influenciado o desenvolvimento de shramanas (monges errantes) jainistas e sanghas budistas onde as monarquias tendiam para o bramanismo védico.
Segundo a biografia tradicional, o pai de Buda foi o rei Suddhodana, líder do clã Shakya, cuja capital era Kapilavastu, e que foi posteriormente anexado pelo crescente reino de Kosala durante a vida de Buda. Gautama era o nome de família. Sua mãe, rainha Maha Maya (Māyādevī) e esposa de Suddhodana, era uma princesa Koliyan. Como era a tradição shakya, quando sua mãe, a rainha Maya, ficou grávida, ela deixou Kapilvastu e foi para o reino de seu pai para dar à luz. No entanto, ela deu à luz no caminho, em Lumbini, em um jardim debaixo de uma árvore de shorea robusta. Na noite que Sidarta foi concebido, segundo biografias tradicionais, a rainha Maya sonhou que um elefante branco, com seis presas brancas entrou em seu lado direito, e dez meses mais tarde Siddhartha nasceu. Siddhartha (Pāli: Siddhattha), quer dizer "aquele que atinge seus objetivos", outro registro relatado nas biografias tradicionais é a de que, durante as celebrações de seu nascimento, o eremita Asita retornando de uma viagem às montanhas anunciou que a criança iria se tornar ou um grande rei chakravartin ou um homem santo.
O dia do nascimento de Buda é celebrado mundialmente, principalmente nos países de tradição Teravada, e conhecido como Vesak.
Juventude e casamento
Siddhartha foi educado pela irmã mais nova de sua mãe, Maha Pajapati..Por tradição, ele deveria ter sido destinado por nascimento para a vida de um príncipe, e tinha três palácios (por ocupação sazonal) construídos para ele. O seu pai, Śuddhodana, desejando para o seu filho o destino de ser um grande rei e preocupado com extravio do filho desse caminho, segundo relatos biográficos, tentou proteger o filho dos ensinamentos religiosos e do conhecimento do sofrimento humano.
Quando chegou a idade de 16 anos, seu pai arranjou-lhe um casamento com uma prima da mesma idade chamada Yasodhara (Pāli: Yasodhara). Segundo o relato tradicional, ela deu à luz um filho, chamado Rahula. Siddhartha teria passado então 29 anos de sua vida como um príncipe em Kapilavastu. Embora seu pai garantisse que Siddhartha fosse fornecido com tudo o que ele poderia querer ou precisar, escrituras budistas dizem que o futuro Buda sentiu que a riqueza material não era o objetivo final da vida.
Partida e vida ascética
Com a idade de 29 anos, de acordo com as biografias populares, Siddhartha saiu de seu palácio para encarar suas inquietações. Apesar dos esforços de seu pai para escondê-lo dos doentes, moribundos e do sofrimento presentes no mundo, Siddhartha teria visto um homem velho. Quando seu cocheiro Chandaka explicou para ele que todas as pessoas envelheciam, o príncipe partiu para viagens para mais além do palácio. Nesses encontros, avistou um homem doente, um corpo em decomposição e um asceta. Estas visões o deprimiram e marcaram profundamente, o que lhe deu motivos para o esforço de tentar superar a doença, velhice e a morte através do ascetismo.
Acompanhado por Chandaka e por seu cavalo Kanthaka, Gautama deixou seu palácio para a vida de um mendicante. Diz-se que os "cascos do cavalo eram abafados pelos deuses" para impedir que os guardas soubessem de sua partida. Gautama inicialmente foi para Rajagaha e começou sua vida ascética pedindo esmolas na rua. Tendo sido reconhecido pelos homens do rei Bimbisara, Bimbisara ofereceu-lhe o trono após a audição da busca de Sidarta. Siddhartha rejeitou a oferta, mas prometeu visitar o seu reino de Magadha primeiro, depois de alcançar a iluminação.
Ele deixou Rajagaha e praticou sob dois professores eremitas. Depois de dominar os ensinamentos de Alara Kalama (Skr. Arada Kalama), ele foi convidado por Kalama para sucedê-lo. No entanto, Gautama se sentia insatisfeito com a prática e mudou-se para se tornar um estudante de Udaka Ramaputta (Skr. Udraka Rāmaputra). Com ele, ele alcançou altos níveis de consciência meditativa e foi novamente convidado a suceder a seu professor. Mas, mais uma vez, ele não estava satisfeito e mudou-se novamente.
Siddhartha e um grupo de cinco companheiros, liderados por Kaundinya, tomaram austeridades ainda maiores nas práticas iogues. Eles tentaram encontrar a iluminação através da privação de bens materiais, incluindo a alimentação, praticando a automortificação. Depois de quase passar fome até a morte, restringindo a sua ingestão de alimentos para cerca de uma folha por dia, ele caiu em um rio durante o banho e quase se afogou. Siddhartha começou a reconsiderar seu caminho. Então, lembrou-se de um momento na infância em que tinha estado a observar seu pai a arar o campo. Ele atingiu um estado concentrado e focado, feliz e abençoado, o Jhana.






Iluminação
De acordo com os textos mais antigos, após ter alcançado o estado medidativo de jhana, Gautama estava no caminho certo para a iluminação. Mas o seu ascetismo extremo não funcionou e Gautama descobriu o que os Budistas chamaram de o Caminho do Meio, o caminho para a moderação, afastado dos extremismos da autoindulgência e da automortificação. Em um famoso incidente, depois ter ficado extremamente fraco devido à fome, é dito que ele aceitou leite e pudim de arroz de uma garota chamada Sujata. Tal era a aparência pálida de Sidarta, que Sujata teria acreditado, erroneamente, que ele seria um espírito que lhe realizaria um desejo.
Seguindo este incidente, Gautama sentou-se sob uma árvore (segundo a tradição budista, a árvore era uma Ficus religiosa), conhecida agora como a Árvore de Bodhi, em Bodh Gaya e jurou nunca mais se levantar enquanto não tivesse encontrado a verdade.Kaundinya e outros quatro companheiros, acreditando que ele tinha abandonado a sua busca e se tornado um indisciplinado, o deixaram para trás. Após 49 dias de meditação e com a idade de 35 anos, é dito que Gautama alcançou a iluminação espiritual. Segundo algumas tradições, isto ocorreu em aproximadamente quinze meses lunares, enquanto que, de acordo com outras tradições, o fato ocorreu em doze meses. Desde este tempo, Gautama ficou conhecido por seus seguidores como o Buda ou "O Iluminado". Ele é frequentemente referido dentro do budismo como o Shakyamuni Buda, ou "O Iluminado da tribo dos Shakya".
De acordo com o budismo, durante a sua iluminação, Sidarta compreendeu as causas do sofrimento e os caminhos necessários para eliminá-lo. Estas descobertas tornaram-se conhecidas como as Quatro Nobres Verdades, que são o coração dos ensinamentos budistas. Com a realização dessas verdades, um estado de suprema liberação, ou nirvana, é acreditado ser possível ao alcance de qualquer ser. O Buda descreve o nirvana como um estado perfeito de paz mental livre de toda ignorância, inveja, orgulho, ódio e outros estados aflitivos. Nirvana é também conhecido como o fim do ciclo samsárico, em que nenhuma identidade pessoal ou limites da mente permanecem.
Segundo a história do Āyācana Sutta (Samyutta Nikaya VI.1) - uma escritura, escrita em páli - e outros canônes, imediatamente após a sua iluminação, o Buda debateu se deveria ou não ensinar o darma aos outros. Ele estava preocupado que os humanos, tão fortemente influenciados pela ignorância, inveja e ódio, poderiam nunca reconhecer o caminho, que é profundo e difícil de ser compreendido. No entanto, segundo o mito, Brahmā Sahampati teria lhe convencido a ensinar a doutrina, argumentando que pelo menos alguns iriam entendê-lo. O Buda, após isso, concordou em ensinar o darma.






Pregação
Após ter criado sua doutrina, Sidarta percorreu o país pelos 45 anos seguintes, difundindo-a
Morte
Sidarta morreu aos oitenta anos de idade, na cidade de Kushinagar, no atual estado de Uttar Pradesh, na Índia. Seu corpo foi cremado por seus amigos, sob a orientação de Ananda, seu discípulo favorito. As cinzas foram repartidas entre vários governantes, para serem veneradas como relíquias sagradas.



Frases de Buda
Tudo é, portanto criado, controlado e regido pela mente. Assim como o carro segue o boi que o puxa, o sofrimento segue a mente que se cerca de maus pensamentos e de paixões mundanas.  Siddhartha Gautama  



Por trás dos desejos e paixões mundanas que a mente abriga, acha-se latente, clara e incorruptível, a fundamental e verdadeira essência da mente.  Siddhartha Gautama  Twitter

Por mais que na batalha se vença a um ou mais inimigos, a vitória sobre a si mesmo é a maior de todas as vitórias.  Siddhartha Gautama  
Bem farias em te examinares e refletires sobre a ti mesmo.  Siddhartha Gautama  Twitter

O que somos hoje e o que seremos amanhã depende de nossos pensamentos. Se procedo mal, sofro as consequência; se procedo bem, eu mesmo me purifico.  Siddhartha Gautama  Twitter

Tudo é mutável, tudo aparece e desaparece; só pode haver a bem-aventurada paz quando se puder escapar da agonia da vida e da morte.  Siddhartha Gautama  

A sabedoria é o melhor guia e a fé, a melhor companheira. Deve-se pois, fugir das trevas da ignorância e do sofrimento, deve-se procurar a luz da Iluminação.  Siddhartha Gautama  

Vale a pena cumprir bem e sem erros o dever diário; não procure evitá-lo ou adiá-lo para amanhã. Fazendo logo o que hoje deve ser feito, poder viver um bom dia.  Siddhartha Gautama  Twitter

Não viva no passado, não sonhe com o futuro, concentre a mente no momento presente.  Siddhartha Gautama  

O segredo da saúde da mente e do corpo está em não lamentar o passado, em não se afligir com o futuro e em não antecipar preocupações; mas está no viver sabiamente e seriamente o presente momento. Siddhartha Gautama  Twitter


Cada um é senhor de si mesmo, deve depender de si próprio; deve, portanto, controlar-se a si próprio. Siddhartha Gautama  Twitter

Aqueles que se respeitam e se amam a si mesmos devem estar sempre alerta, a fim de que não o sejam vencidos pelos maus desejos.  Siddhartha Gautama  

Viver apenas um dia ou ouvir um bom ensinamento é melhor do que viver um século sem conhecer tal ensinamento.  Siddhartha Gautama  

Dominar-se a si próprio é uma vitória maior do que vencer a milhares em uma batalha.  Siddhartha Gautama  

Um rochedo não é abalado pelo vento; a mente de um sábio não é perturbada pela honra ou pelo abuso. Siddhartha Gautama  

O leite fresco demora em coalhar; assim, os maus atos nem sempre trazem resultados imediatos. Esses atos são como brasas ocultas nas cinzas e que, latentes, continuam a arder até causar grandes labaredas.  Siddhartha Gautama  
 
Um amigo insincero e mau é mais temível que um animal selvagem; a fera pode ferir-lhe o corpo, mas o mau amigo pode lhe ferir a mente.  Siddhartha Gautama  Twitter

Numa viagem, um homem deve andar com um companheiro que tenha a mente igual ou superior a sua; é melhor viajar sozinho do que em companhia de um tolo.  Siddhartha Gautama  Twitter

Aquele que protege sua mente da cobiça, e da ira, desfruta da verdadeira e duradoura paz.  Siddhartha Gautama  

Uma mente perturbada está sempre ativa, saltitando daqui para lá, sendo difícil de controlar; mas a mente disciplinada é tranquila; portanto, é bom ter sempre a mente sob controle.  Siddhartha Gautama  Twitter

Se o telhado for mal construído ou estiver em mau estado, a chuva irá entrar na casa; assim a cobiça facilmente entra na mente, se ela é mal treinada ou fora de controle.  Siddhartha Gautama  Twitter

O ódio nunca desaparece, enquanto pensamentos de mágoas forem alimentados na mente. Ele desaparece, tão logo esses pensamentos de mágoa forem esquecidos.  Siddhartha Gautama  


domingo, 26 de fevereiro de 2012

Pensamentos e Pensadores: Mohandas Karamchand Gandhi - Mahatma Gandhi

Pensamentos e Pensadores: Mohandas Karamchand Gandhi - Mahatma Gandhi: Mohandas Karamchand Gandhi - Mahatma Gandhi Nascido 02 de outubro de 1869 Porbandar , Kathiawar Agência , Bombay Presidência , Índia b...

Mohandas Karamchand Gandhi - Mahatma Gandhi

Mohandas Karamchand Gandhi  - Mahatma Gandhi
Nascido    02 de outubro de 1869 Porbandar , Kathiawar Agência , Bombay Presidência , Índia britânica atual Gujarat , Índia )

Morreu    30 de janeiro de 1948 (78 anos) Nova Deli , Dominion of India atual Delhi (Território) , Índia )

 



Causa da morte    Assassinato por fuzilamento
 

Lugar de descanso    Rajghat , Nova Dehli , India

Nacionalidade    Indiano
Outros nomes    Mahatma Gandhi, Bapu, Gandhiji


Foi o líder proeminente político e ideológico da Índia durante o movimento pela independência indiana .
Pioneira no uso de não-violencia de resistência à tirania através da desobediência civil , uma ferramenta para lutar pelos direitos civis e a liberdade que ele chamou de Satyagraha , ele fundou sua doutrina de protesto não-violento para alcançar progresso político e social com base em ahimsa , ou total não-violência por conta disso ele é reconhecido internacionalmente. 



Gandhi liderou a Índia a sua independência e seu movimento inspirado pelos direitos civis e liberdade repercutiu  em todo o mundo. Gandhi é muitas vezes referido como Mahatma (ou "Grande Alma", um primeiro título honorífico aplicada a ele por Rabindranath Tagore.
Na Índia, ele é também chamado de Bapu (ou "Pai") e honrado, oficialmente, como o Pai da Nação .
Seu aniversário, 02 de outubro, é comemorado na Índia, Gandhi Jayanti , um feriado nacional e mundialmente como o Dia Internacional da Não-Violência .
Gandhi em seu primeiro emprego já enunciou a  não-violencia e a desobediência civil como um advogado expatriado na África do Sul, na luta da comunidade residente da Índia para os direitos civis.
Após o seu regresso à Índia, em 1915, ele começou a organizar os camponeses, agricultores e trabalhadores urbanos em protesto contra a excessiva cobrança de impostos e discriminação. Assumindo a liderança do Congresso Nacional Indiano , em 1921, Gandhi liderou campanhas nacionais para
aliviar a pobreza, ampliando os direitos das mulheres, construindo amizade religiosa e étnica, terminando com a  intocabilidade , aumentando a auto-suficiência económica, mas acima de tudo para alcançar "Swaraj" -a independência da Índia do dominio estrangeiro.
Gandhi conduziu a  famosa caminhada em protesto contra o imposto do sal, lei britânica imposta aos Indianos, Dandi Sal março de 1930, e mais tarde na chamada para os britânicos deixarem a Índia em 1942.
Ele ficou preso por muitos anos, em muitas ocasiões, tanto na África do Sul. como na Índia.
Gandhi empenhou-se em praticar a não-violência e a verdade em todas as situações, e defendeu que os outros fizessem  o mesmo.
Ele vivia modestamente em uma comunidade auto-suficiente residencial e usava a tradicional vestimenta indiana dhoti e xale, tecido com fios de mão.
Ele foi vegetariano e de habitos simples, e também se comprometeu em  longos jejuns como meio de auto-purificação e protesto social.
Gandhi foi assassinado em 30 de janeiro de 1948, por Nathuram Godse , um nacionalista hindu que sentiu que Gandhi era simpático aos muçulmanos.
30 de janeiro, é considerado como Dia dos Mártires, na Índia.

Os clássicos indianos, especialmente as histórias de Shravana e Harishchandra Maharaja , tiveram um grande impacto sobre Gandhi em sua infância.
Em sua autobiografia, ele admite que deixou uma impressão indelével em sua mente.
Ele escreve: "Ela perseguiu-me e eu devo ter usado Harishchandra para mim mesmo vezes sem conta."
Início de Gandhi auto-identificação com a Verdade e o Amor como valores supremos é rastreável a esses personagens épicos.


Sinceridade da Minha Vida

 O desejo sincero e puro do coração é sempre realizado; em minha própria vida tenho sempre verificado a certeza disto.

 Divergência de opiniões não deve jamais ser motivo para hostilidade; se assim fosse. eu e minha mulher os inimigos jurados um do outro ..

 Os meus sonhos não se resumem a sentimentos balofos; faço o possível para converter em realidade os meus sonhos ..
 A Verdade me é infinitamente mais cara do meu título de "Mahatma" que não passa de um simples fardo para mim; o que até agora me salvou da opressão desse título de "Mahatma" é o conhecimento da minha indignidade e do meu nada.

Eu consideraria uma blasfêmia identificar-me com Krishnà; faço apenas questão de ser um humilde operário e nada mais, a serviço duma grande causa, a qual pode antes ser prejudicada do que auxiliada pela glorificação de seus chefes.

Bem pouco sabe o mundo de quanto a minha chamada grandeza depende das incessantes labutas e dos sofrimentos de silenciosos operários, homens e mulheres, devotados, eficientes e puros.

A maior honra que meus amigos me podem prestar é procurarem realizar em sua vida o ideal pelo que vivo - ou então oporem-me a maior resistência possível se não tiverem fé no meu ideal.

Estou convencido das minhas próprias limitações - e esta convicção é minha força.

Não suspiro pelo martírio; mas, se ele me acontecer, nesse caminho que eu considero meu dever em defesa da Verdade que professo, então eu o terei merecido.
Há muitas coisas de que não podemos escapar, sem mais nem menos. mesmo evitando-as. Este invólucro terrestre em que estou aprisionado é o tormento da minha vida; mas tenho de entender-me com ele, e mesmo aceitá-Io de boa vontade.

Sinto e reconheço plenamente a minha fraqueza; mas a minha fé em Deus e em sua força e seu amor, é inabalável. Eu sou como um pouco de argila nas mãos do oleiro.

A minha roupagem carnal é tão corruptível como a de todos os meus companheiros humanos; e por isso estou tão sujeito a erros como qualquer um deles.

No meio das humilhações e da chamada derrota duma vida tempestuosa, sou capaz de manter a minha paz, graças à subjacente fé que tenho em Deus, traduzida como Verdade.

A minha vida é um Todo indivisível, e todos os meus atos convergem uns nos outros; e todos eles nascem do insaciável amor que tenho para com toda a humanidade.
 

Conheço o meu caminho; ele é reto e estreito; é como o gume duma espada .. Tenho prazer em andar esse caminho. Choro quando tropeço.
Deus diz: "Quem rrabalha com esforço não perecerá" - e eu tenho uma fé implícita nesta promessa.

 Por isso, embora minha fraqueza me faça cair mil vezes, não perderei a fé, e espéro ver a luz, quando a minha carne estiver perfeitamente dominada, como um dia acontecerá.

O meu espírito me impele numa direção, e minha carne me impele em direção contrária. Há uma libertação desse jogo de duas forças; mas essa libertação só pode ser obtida pouco a pouco, através de estágios dolorosos.

Não posso atingir a libertação por uma recusa mecânica de agir, mas tão-somente por uma atividade . inteligente despida de qualquer interesse.
Esta luta equivale a uma incessante crucificação da carne, até que o espírito seja plenamente liberto.

Passo pelo mundo. tacteando o meu caminho rumo à luz, "no meio das trevas que me cercam. Muitas vezes aberro do caminho e falho nos meus cálculos. Confio somente em Deus, e tenho fé nos homens somente porque tenho fé em Deus. Se não tivesse Deus em Quem confiar, seria, como
Tímon, inimigo da raça humana.

Não me interessa prever o futuro; só me ocupo com o presente;. Deus não me deu o controle sobre o momento vindouro. 


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Pensamentos e Pensadores: Huberto Rohden - Filósofo, educador e teólogo

Pensamentos e Pensadores: Huberto Rohden - Filósofo, educador e teólogo: Huberto Rohden Nasceu em São Ludgero, Santa Catarina 31/12/1893 Faleceu em São Paulo, 7 de outubro de 1981 Filósofo, educador e ...

Huberto Rohden - Filósofo, educador e teólogo

Huberto Rohden 
Nasceu em São Ludgero, Santa Catarina 31/12/1893 
Faleceu em São Paulo, 7 de outubro de 1981


Filósofo, educador e teólogo

Precursor do espiritualismo universalista, escreveu mais de 100 obras (ao final da vida, condensadas em 65 livros), onde franqueou leitura ecumênica de temáticas espirituais e abordagem espiritualista de questões pertinentes à Pedagogia, Ciência e Filosofia, enfatizando o autoconhecimento, auto-educação e a auto-realização. Propositor da filosofia univérsica, por meio da qual defendia a harmonia cósmica e a cosmocracia: autogoverno pelas leis éticas universais, conexão do ser humano com a consciência coletiva do universo e florescimento da essência divina do indivíduo, reconhecendo que deve assumir as conseqüências dos atos e buscar a reforma íntima, sem atribuir à autoridade eclesiástica o poder de eliminar os débitos morais do fiel.
Traço marcante no pensamento de Huberto Rohden na Filosofia brasileira do século XX é a acentuada preocupação com controvérsias do campo da Ética e da Pedagogia, próprias da sociedade moderna, e o estudo da metafísica fundamentado na análise comparada de religiões e filosofias espiritualistas do Ocidente e Oriente.
Atualmente publicados pela Editora Martin Claret (São Paulo), os livros foram também editados pelas editoras Vozes (Petrópolis), União Cultural (São Paulo), Globo (Porto Alegre), Freitas Bastos (Rio de Janeiro) e Fundação Alvorada (São Paulo), entre outras.Padre jesuíta durante o início da carreira literária, graduou-se em Ciências, Filosofia e Teologia pelas Universidades de Innsbruck (Áustria), Valkenburg (Holanda) e Nápoles (Itália).
 Fundador da Instituição Cultural e Beneficente Alvorada (1952), lecionou na Universidade de Princeton (Estados Unidos da América), American University, de Washington D.C. (EUA), e na Universidade Mackenzie (São Paulo, SP). Proferiu palestras nos Estados Unidos, Índia e Portugal.
 Tradutor do Novo Testamento, da Bhagavad Gita e do Tao Te Ching, preocupou-se em editá-los a preços populares, de modo que facilitasse a democratização do conhecimento. Ao longo da vida revisou, atualizou e reescreveu o conjunto dos escritos.
 Foi biografado por Zoraida Hostermann Guimarães em Um Pilar de Luz no Cosmo (2000), da Editora Lunardelli (Florianópolis, SC).
Pioneirismo

    * Nas obras de meados do século XX, Huberto Rohden já abordava temas que só a partir do final daquele século começariam a se tornar recorrentes na literatura espiritualista brasileira: a cidadania e a consciência cósmicas; a auto-educação como principal meio de auto-iluminação; a cosmocracia (autogoverno de acordo com a Ética universal); a felicidade via exercício contínuo do autoconhecimento e auto-realização; a espiritualidade de cunho laico, temporal, ecumênico e universalista.
    * A mensagem de sua obra é tornar o homem consciente de sua condição de um ser inteligente, espiritual e integral em rumo de sua evolução, sua filosofia tem um viés de uma reforma interior em que o ser para encontrar sua paz e felicidade necessita conscientizar de seu eu-crístico ou eu-cósmico,teses geradas pela Filosofia Univérsica, a qual dirijiu por muitos anos.
    * Apesar de ser, como intelectual, o principal precursor brasileiro do espiritualismo universalista e de ter obras com boa distribuição e a preços populares, ainda é pouco conhecido e divulgado, na comunidade espiritualista do Brasil, o papel pioneiro de Huberto Rohden no âmbito do espiritualismo universalista.


Algumas obras


Coleção Filosofia Universal
    * O Pensamento Filosófico da Antigüidade
    * A Filosofia Contemporânea
    * O Espírito da Filosofia Oriental