domingo, 10 de maio de 2015

O sistema numérico indiano e sua divulgação árabe

POR :- Denise Moraes

Foram várias as formas de contar ao longo da história do homem. Aqui  você já aprendeu que os povos primitivos contavam e que, depois deles, vários sistemas de numeração foram criados por diferentes civilizações: mesopotâmica, maia, egípcia, grega, romana, chinesa... Estes são apenas alguns exemplos. Todos estes sistemas foram inventados para facilitar a contagem. E facilitaram.

Mas mesmo com todo o avanço de cada um deles ainda era difícil calcular. Em alguns, eram muitos símbolos para representar um número e escrever um valor grande era difícil. Era o caso do egípcio, por exemplo. E esta dificuldade de escrever números grandes também prejudicava a adição, a subtração, a multiplicação e a divisão. Quer ver? Lembrando dos números romanos, imagine fazer a seguinte soma:













Complicado não é?  Muito.  E só começou a ficar mais fácil com a descoberta do sistema indiano de contar. O sistema numérico indiano, também chamado de hindu, não utilizava figuras ou letras para representar números. No início, ele era formado por nove símbolos, que representavam de um a nove. Depois, há cerca de 2.600 anos atrás, eles criaram um décimo símbolo, para representar o vazio.





Os indianos criaram um sistema decimal e posicional. Isto porque ele é formado por dez símbolos, com os quais se escreve qualquer número, e porque a ordem do símbolo na representação do número influencia no seu valor. É o sistema de ordens que conhecemos: dependendo do seu lugar na escrita do número, o algarismo 5, por exemplo, pode representar 5, 50, 500 e 5000, como acontece nos números 5, 53, 546 e 5.698.
Um símbolo para o zero, agrupamentos em dez e leitura pela posição dos números. Esta era a chave do sucesso do sistema indiano. Ele foi, por muito tempo, de uso exclusivo deste povo. Entretanto, isto mudaria por causa da curiosidade de um certo matemático árabe.

Seu nome era Al-Khowarizmi. Ele estudou por muito tempo a matemática indiana. Percebeu o quanto o sistema indiano facilitava cálculos e, ao mesmo tempo, o quanto era simples. Um sistema fantástico, que todos deveriam aprender. E foi por isso que Al-Khowarizmi escreveu o livro Sobre a arte hindu de calcular. Queria contar aquela novidade ao mundo.

Com o livro, matemáticos de todas as partes ficaram por dentro dos estudos do sábio árabe. Os símbolos 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9 ficaram conhecidos como a notação de Al-Khowarizmi. Daí o nome algarismo, forma latina de falar o nome árabe.




Os símbolos inventados pelos indianos e divulgados pelos árabes são os números que utilizamos hoje. Por isso, eles formam o chamado sistema indo-arábico de numeração.

Colaboração: Paulo Henrique Colonese e Anna Karla da Silva -
Parque da Ciência / Museu da Vida

terça-feira, 5 de maio de 2015

Parábola da Laranja

“É dito que o homem é fruto do meio em que vive”
Pensei :- Então uma laranja é um fruto que lá no seu pé é igual aos demais, e o laranjal e todas as laranjas que ali estão têm o mesmo tipo de tratamento, a mesma terra, o mesmo adubo são ministrados em todo o laranjal, refleti !  então todas tem o mesmo sabor e qualidades e são filhas da mesma semente; pensando nisso retirei um fruto daquela laranjeira daquele mesmo laranjal, e, levei para casa e comecei a dar aquele fruto um tratamento diferente, dei-lhe um polimento, dei-lhe alimentação mais rica, dei-lhe novas qualidades.
Passado um tempo, provei da laranja do “velho” laranjal não havia mudado em absolutamente nada; provei então a laranja que havia sido tratada de forma diferente, experiência maravilhosa, o sabor era mais rico, tinha mais sumo, e adquirira as qualidades que lhe haviam sido dadas, transformara-se em uma “nova laranja”; fiz então mais uma reflexão, “uma laranja comum tirada do pé de origem tratada diferentemente, dando – lhe qualidades adequadas não justifica o adagio de que “Somos frutos do meio”.
É o meio que não dá aos frutos suas necessidades para que ele possa adquirir o sabor e as qualidades que são latentes nele, só precisam de um tratamento diferente, da devida atenção e teremos um fruto especial.